sábado, 1 de outubro de 2016

Golpistas virtuais são presos em Manaus por venda de carros que não existem


A Polícia Civil transferiu nesta sexta-feira, 31, para o Centro de Triagem do Sistema Penitenciário, anexo à Seccional Urbana da Cremação, em Belém, os líderes da quadrilha do golpe do carro fantasma presos em Manaus, no início da semana. Os mineiros Jadson Caetano da Silva, também conhecido por Cláudio Vargas Santos, e Júlio César Rodrigues ou José Luiz Zanotto estavam recolhidos na Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), responsável pelas investigações. Ao todo, 23 pessoas são investigadas em todo país por envolvimento no crime de estelionato praticado através de um site de venda de veículos na internet. Deflagrada em Manaus e Belém, pela Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos (DRCT), da DRCO, sob coordenação da delegada Beatriz Machado, a operação “Cegonha” levou à prisão de seis pessoas. 

Uma delas, com prisão temporária, já foi liberada. Uma mulher presa na quarta-feira passada foi transferida para o Centro de Recuperação Feminino, no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, na Grande Belém, no mesmo dia. As investigações duraram cerca de três meses para desmontar um esquema criminoso de venda de carros novos e usados peço sitewww.empresasfinavel.com.br. Por intermédio de anúncios em jornais, a quadrilha divulgava o endereço virtual. Os interessados acessavam o site, onde constam ofertas de veículos a preços abaixo do mercado. Através de um e-mail existente no site, as pessoas entravam em contato com os golpistas, que repassavam contrato e conta corrente para efetivação do depósito do valor de entrada do carro, como forma de efetivar o negócio. 

As vítimas depositavam a quantia e recebiam um endereço para receber o carro. Porém, ao chegar ao local, descobriam que não existia qualquer venda de carro no local e que tudo não passava de um golpe. Algumas vítimas entraram em contato com os golpistas, que ainda chegavam a humilhá-las, confirmando que se tratava de um golpe. Através de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, a Polícia Civil gravou conversas entre os golpistas e as vítimas. Em uma das conversas gravadas, o criminoso chega a mandar a vítima procurar a Polícia para registrar a ocorrência policial. 

Vítima: “O que houve?”, indagando sobre a venda não concluída de um veículo.

Golpista: “O que houve, meu negão, é que você foi ‘picado’ rapaz. Isso aqui é máfia! Perdeu seu dinheiro”.

Vítima: “É, mas já botei a polícia atrás de você”.

Golpista: “Não existe nada. Não existe loja, não existe compra, não existe carro, não existe nada. A única coisa que existiu foi o seu vacilo. Você tem que ficar com raiva de você mesmo. Se você quiser registrar uma ocorrência, pode ir lá que você vai pegar uma fila lá com os registros nossos lá. A delegada já tá sabendo. Já vai lá, fica à vontade”.

Com a divulgação do esquema criminoso, via internet, dezenas de vítimas começaram a aparecer na DRCO. As investigações mostram que, pelo menos, 100 mil pessoas teriam sido enganadas pelo bando. No Pará, existem em torno de 10 mil vítimas do golpe. O crime era praticado em, pelo menos, sete outros Estados Brasileiros. Além do Pará, o Amazonas, Amapá, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Há informações de grupos de apoio da quadrilha nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. As investigações continuam para identificar, localizar e prender os demais golpistas. Caso você tenha sido vítima do crime, procure a unidade da Polícia Civil mais próxima no seu município e registre imediatamente um boletim de ocorrência para que o caso seja apurado. A delegada Beatriz recomenda. "Procure saber se a empresa, que anuncia pela internet, existe de fato, antes de efetuar qualquer pagamento".(Polícia Civil)

Reportagem original em: http://www.diariodopara.com.br

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