segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Golpe usa site de namoro para encontrar vítimas; prejuízo supera R$ 800 mil

  
Compartilhado de: boainformacao.com.br (em 20/08 13:10)

O tribunal de Winchester, no Reino Unido, deu início nesta semana ao julgamento de golpistas que usavam o site de namoro Match.com para encontrar vítimas. De maneira ilícita, eles teriam lucrado cerca de 220 mil libras (o equivalente a R$ 826,7 mil). Segundo o site “Daily Mail”, o julgamento deve durar quatro semanas.
A gangue criava perfis falsos de homens de meia idade. Esses “personagens” diziam para as vítimas que elas eram sua “inspiração” e “alma gêmea”. Uma das mensagens afirmava: “somente nós podemos entender o amor estrondoso em nossos corações”. Os quatro golpistas moram no Reino Unido, mas suas nacionalidades não foram informadas – eles têm entre 26 e 37 anos.
Depois de fazer contato com as vítimas via Match.com e fingir um romance, os golpistas pediam dinheiro para conseguir liberar uma herança de 1,5 milhão de libras (cerca de R$ 5,63 milhões). Segundo eles, o valor estava preso em um banco da Índia. Primeiro, eles solicitavam 700 libras (cerca de R$ 2.628). Depois, a história desenvolvia e os valores aumentavam: de 10 mil libras (R$ 37,5 mil) a 100 mil libras (R$ 375 mil).
O golpe tinha também um advogado fictício, chamado Rod Thompson, documentos falsos e certificados de pagamento de taxas.
Um dos perfis foi criado em nome de James Richards. Ele se descrevia como “muito atraente” e especificava a altura, o peso e cor do cabelo. Essa era a “vitrine” para enganar mulheres, mas o relacionamento se desenvolvia por e-mail e mensagens de texto, para que os golpistas não fossem monitorados.
Vítimas
Suzanne Hardman perdeu 174 mil libras (R$ 653,65 mil) ao confiar no homem que achava ter conhecido via internet, em março de 2012. Tratava-se do perfil de James Richard.
No tribunal, essa vítima de Basingstoke (Hampshire) afirmou ter entregue todas as economias – o dinheiro veio do divórcio, após vender a casa onde morava com o ex-marido. “Algumas coisas não pareciam certas. Mas acreditei que estava lidando com um advogado responsável por cuidar do dinheiro”, afirmou. 
Segundo o “Daily Mail”, o promotor Simon Edwards apontou alguns erros básicos. Como na página do falso passaporte de James Richards, em que o nome estava grafado Richard James (os golpistas enviavam essa imagem para as vítimas, na tentativa de comprovar a identidade). “O golpe dependia da confiança e cooperação das vítimas, que eram financeiramente e emocionalmente vulneráveis”, explicou Edwards. 

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