domingo, 6 de julho de 2014

Preso golpista que aliciava vítimas pela internet (Wilson Rogério Rosa)


Prosseguem as investigações em torno do enfermeiro Wilson Rogério Rosa, de 41 anos, que além de ludibriar financeiramente as mulheres com as quais se relacionava amorosamente, foi descoberto também como estuprador. O crime hediondo, cujas vítimas são duas irmãs de 11 e 16 anos, filhas de uma das mulheres com as quais vivia ao mesmo tempo, foi descoberto por meio de filmagens feitas com seu próprio celular.

De acordo com os investigadores, um notebook e um netbook pertencentes ao acusado, e que foram apreendidos na casa em que vivia em Itu com a mãe das meninas violentadas, seguiram ontem para a perícia, a fim de verificar que tipo de conteúdo pode haver arquivado, tendo em vista que segundo a mulher, somente ele podia se aproximar dos computadores. A expectativa é saber se, além de mais provas quanto aos golpes aplicados, possa existir mais alguma comprovação de outros possíveis crimes sexuais. Os estupros só vieram à tona porque Wilson costumava fazer vídeos com seu celular.

A frieza do enfermeiro, em ter coragem de violentar as filhas de sua companheira é o que mais revoltou os policiais civis. De acordo com o chefe da investigação, que pede para ser identificado apenas como Brasile, as cenas são repugnantes, além do que os depoimentos prestados pelas irmãs também demonstram toda manipulação do acusado sobre suas vítimas. Para poder se aproximar das garotas, ele usava o argumento de realizar tratamento para emagrecimento, chegando a vendar as meninas com a desculpa de que usava laser nos pontos linfáticos e poderia causar cegueira. O instrumento na verdade era um equipamento de otorrino e um chaveiro com laser.
As investigações começaram em fevereiro, a partir da denúncia de uma ex-namorada, de São Paulo, para quem ele se apresentou como capitão do Exército e acumulava cargo de policial federal no setor de inteligência. Apesar de romper o namoro em agosto passado ao saber de sua extensa ficha criminal, a ex-namorada, uma professora de 49 anos, resolveu registrar ocorrência em setembro passado pelo temor que, enquanto permaneceu com seu carro, Wilson o tivesse usado para fins ilícitos.

Ao todo, até o momento, a polícia identificou sete mulheres vítimas do Wilson Rogério Rosa. Atualmente ele vivia com duas, uma que é mãe das meninas, em Itu, e outra em Sorocaba. Ele também estava noivo de uma mulher de Sorocaba mas que trabalha em Itu. As demais ele namorou, e de uma se aproximou como amigo, mas de todas, em especial com as quais conviveu mais intimamente, ele conseguiu grandes quantias em dinheiro. A última vítima a surgir, que estava noiva dele, perdeu R$ 85 mil, e a companheira de Itu teria desembolsado cerca de R$ 70 mil. O prejuízo entre elas somaria mais que R$ 200 mil.

Para todas ele mentia dizendo ser portador de altas patentes, como major da Aeronáutica, da Polícia Militar, capitão do Exército, delegado da Polícia Federal, juiz federal, psiquiatra com formação nos Estados Unidos e até mesmo físico nuclear.

Wilson Rogério Rosa foi preso em flagrante sexta-feira passada, no estacionamento do Shopping Villágio, por porte de munição de uso restrito, e na segunda-feira, com o desbloqueio do celular que ele tentou quebrar jogando-o contra a parede, foi descoberto o estupro às irmãs. Com vasta ficha criminal, que vai desde latrocínio, atentado violento ao pudor (pela nova lei, hoje seria estupro), e estelionatos, o enfermeiro já esteve preso por 17 anos. Em caso de novos reconhecimentos, as vítimas devem comparecer ao 1º Distrito Policial, na avenida Roberto Simonsen, 703, no Jardim Santa Rosália.

     Sites de relacionamentos 



Das sete mulheres vítimas do enfermeiro que às vezes também se apresentava como Wilson Rogério Ikeda Rosa, pelo menos quatro o conheceram por meio de site de relacionamentos. A informação é do chefe do setor de investigação, Brasile.

Visando evitar que outras pessoas caiam em golpes semelhantes, o policial civil orienta que conhecer pessoas pela internet, especialmente para relacionamento pessoal, é muito perigoso, mas que se isso ocorrer, deve-se então, na sequência, obter informações com amigos em comum. Entretanto, é importante também que tais amigos em comum sejam reais, e não virtuais.

Outra dica dada por Brasile, a fim de que ninguém se iluda com o perfil social exposto pelo pretendente, é a de que dificilmente alguém com posição social elevada, como por exemplo um juiz federal, vai se expor na internet em busca de namorada. O policial civil também alertou que é preciso desconfiar sempre que uma das partes de um casal começa demonstrar interesse em obter algum benefício financeiro.


Notícia publicada na edição de 03/07/14 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 007 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

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